Perda auditiva e a depressão

A dificuldade de comunicação pode levar o idoso ao isolamento

A perda auditiva na terceira idade é um sério fator de limitação do indivíduo. Pode contribuir inclusive para o desenvolvimento de alguns distúrbios psiquiátricos, favorecendo o isolamento dos portadores da deficiência, devido a dificuldade de comunicação com o meio social em que vivem. Os familiares do deficiente, muitas vezes, não têm tolerância para lidar com a falta de audição, e, normalmente, não mantêm diálogos normais com o idoso, passando somente a informar os assuntos essenciais. O idoso adquire o sentimento de constrangimento perante sua dificuldade de ouvir, podendo propiciar o surgimento de um quadro depressivo.

A importante participação da família

É necessário que a família se esforce ao máximo para inserir o idoso na comunicação do dia-a-dia. Ela também é importante para deteção do problema, já que a perda auditiva muitas vezes ocorre de forma lenta e gradual, a partir dos 50, 60 anos, e sendo assim os idosos não percebem que estão adquirindo continuamente maior dificuldade para ouvir e entender diálogos.

  

Entendendo melhor o assunto

Doenças, muitas consideradas comuns, trazem sérios problemas auditivos, como a diabetes, a meningite, o sarampo e a rubéola materna. Em setores industriais e no trânsito de veículos nas vias das grandes cidades, o ruído pode ultrapassar os 100 decibéis, ocasionando prejuízo à audição e à saúde de um modo geral.

Conversar com um portador de deficiência auditiva requer paciência. É preciso falar alto, pausadamente, de frente e bem próximo a ele. Mesmo assim, é muito provável que seja necessário repetir tudo novamente. Soma-se a isto o volume alto da TV, o insucesso de tentar passar recados pelo telefone e a constante necessidade de se repetir diálogos. É constrangedor para o deficiente auditivo e stressante para quem convive com ele.

O processo de reabilitação da perda auditiva é feita com o uso de aparelhos auditivos, o que contribui muito para a melhoria da qualidade de vida de seus utilizadores.
Para determinar o grau da perda auditiva é necessário a realização do exame de audiometria, feito por fonoaudiólogos, mediante a emissão de sons em várias freqüências e intensidades. O resultado possibilitará a indicação correta do aparelho auditivo. Para até 70% dos casos, podem ser indicados discretos modelos de aparelhos auditivos, quase ou totalmente impercetíveis, que são adaptados no canal do ouvido.